terça-feira, 28 de setembro de 2010

Noam Shalit lidera protesto em frente a residência de Ehud Barak

Centenas de manifestantes pedem a libertação de Gilad Shalit; lendo "desculpe, eu votei Barak."
Noam Shalit, juntamente com centenas de outros, protestaram em frente da residência do ministro da Defesa, Ehud Barak, em Tel Aviv nesta sexta-feira.
Os manifestantes exigiram a libertação do soldado israelense seqüestrado, Gilad Shalit, e seguravam cartazes dizendo "desculpe, eu votei Barak."
O Hamas postou um vídeo do soldado israelense no Youtube na segunda-feira, sugerindo que ele seria morto caso a transação não fosse logo resolvida.
No vídeo, dois homens mascarados são mostrados de pé em cada lado do soldado Gilad Shalit em uma sala escura, com um deles segurando um rifle AK-47 Assualt.
No final do vídeo de 24 segundos, tiros são ouvidos com a tela preta e as palavras "Missão cumprida" são vistos por escrito em árabe.
Em resposta ao vídeo, a família Schalit divulgou um comunicado dizendo que, "A família está preocupada Schalit que ao invés de se preocupar com as centenas de prisioneiros palestinos presos em Israel, alguns dos quais poderiam ter sido libertados há muito tempo, líderes do Hamas tem escolhido continuar mantendo Gilad, nosso filho, em cativeiro como refém para suas aspirações políticas, um ato que é um crime de guerra em curso de acordo com a lei internacional ". A instrução continuou: "Além disso, os líderes do Hamas em Gaza e Damasco não hesitam em acrescentar, e até mesmo levar a uma nova abordagem para a guerra psicológica do menor nível contra a família Shalit, em vez de respeitar a lei e convenções internacionais."

fonte: FIRS - Jerusalem Post

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O soldado Gilad Shalit seria refém ou prisioneiro de guerra?

A notícia abaixo é de dois meses, atrás, julho; porém, a pergunta é ainda muito pertinente.


  • O soldado Gilad Shalit seria refém ou prisioneiro de guerra?

  • Cidadãos israelenses demonstram apoio ao ataque contra frotilha que levava ajuda a Gaza
    Cidadãos israelenses demonstram apoio ao ataque contra frotilha que levava ajuda a Gaza
Porque tanta comoção em torno do soldado Shalit? Por acaso todos os conflitos armados não produzem prisioneiros de guerra, e Gilad Shalit, o jovem cabo israelense sequestrado de um tanque em junho de 2006, não é apenas um prisioneiro como os outros? Bem, na verdade, não. Em primeiro lugar, há convenções internacionais que governam a situação dos prisioneiros de guerra, e o mero fato de que ele tenha sido sequestrado durante quatro anos, e que a Cruz Vermelha, que visita regularmente os palestinos em prisões israelenses, nunca tenha tido acesso a ele, é uma violação flagrante das leis de guerra.

Além disso, e mais do que tudo, nunca nos cansaremos de repetir: Shalit não foi capturado no auge do combate, mas sim durante uma incursão em Israel, quando o país, depois de ter evacuado Gaza, estava declaradamente em paz com seu vizinho. Chamá-lo de prisioneiro de guerra, em outras palavras, é o equivalente a afirmar que se Israel ocupa ou não um território nada muda em termos do ódio que alguém acredita que o país merece. Significa aceitar a ideia de que Israel está em guerra até mesmo quando está em paz, ou que devemos fazer a guerra contra Israel simplesmente porque Israel é Israel.

Se recusarmos esta lógica que é, de fato, a do Hamas e – se as palavras significam alguma coisa – a lógica da guerra total, devemos começar a mudar totalmente a retórica e o léxico. Shalit não é um prisioneiro de guerra, mas um refém. Seu destino não é comparável ao de um prisioneiro palestino, mas sim ao de uma vítima de sequestro pela qual se pede resgate. E deve ser defendido como defendemos os reféns das Farc ou dos sírios ou iranianos – devemos defendê-lo com a mesma energia dedicada à defesa de, digamos, Clotilde Reiss ou Ingrid Betancourt.

Refém ou prisioneiro, não importa – porque tanto escândalo por causa de um homem? Por que este enfoque num indivíduo de nenhuma importância para a comunidade? Um homem “feito de todos os homens e tão bom como todos eles e não melhor do que nenhum” (Jean-Paulo Sartre)?

Bem, é porque Shalit não é exatamente qualquer um, e ele está passando pelo pior que pode passar, em tempos de tensão extrema na história, os indivíduos que não estão dispostos de nenhuma forma a tomar parte disso, mas que subitamente acabam cativos desta tensão – aqueles que atraem o relâmpago, os pontos de impacto das forças que, numa situação dada, convergem e se chocam. Os dissidentes da era do comunismo foram exemplos disso, assim como os perseguidos na China ou em Mianmar hoje em dia.

Isso ocorre com Gilad Shalit. É assim como este homem, cujo rosto ainda é o de uma criança, encarna muito involuntariamente a violência interminável do Hamas; a ânsia irracional de seus partidários por exterminar; o cinismo dos “humanitários” que, como os da frota Libertem Gaza, recusaram levar uma carta a Shalit de sua família; ou, uma vez mais, o duplo padrão pelo qual não ele não é beneficiado pela abundância de simpatia que Betancourt recebeu.

Um franco-israelense vale menos do que uma franco-colombiana? O nome de Israel é suficiente para degradar Shalit?

Por que não colocaram seu retrato ao lado da heróica colombiana na fachada do Hotel de Ville de Paris? E como é possível explicar por que sua foto, finalmente colocada no pequeno parque de 12 Arrondissement de Paris, tenha sido alvo de vândalos com tanta frequência, e com tal impunidade? Shalit o símbolo. Shalit o espelho.

Uma última pergunta: qual é o preço que os israelenses estão dispostos a pagar pela libertação deste cativo, e também a pergunta relacionada às centenas – alguns mencionam milhares – de assassinos potenciais que então serão libertados em troca. Esta não é a primeira vez que esse problema acontece. Em 1983, Israel libertou 4.700 combatentes no campo Ansar do Líbano em troca de seis de seus soldados.

Em 1985, Israel libertou 1.150 combatentes (incluindo o futuro fundador do Hamas, Ahmed Yassin) em troca do retorno de três israelenses. E isso sem mencionar os corpos, só os corpos, de Eldad Regev e Ehud Goldwasser, mortos no início da última guerra no Líbano, e trocados, em 2000, por vários líderes do Hezbollah, alguns dos quais sentenciados por crimes graves.

A ideia é simples, e o crédito corresponde a Israel. Contra a crueldade, antes de mais nada, das famosas razões de Estado, contra as obras dos frios monstros e sua terrível preguiça; e na oposição à intransigência glacial que o escritor italiano Leonardo Sciascia não temeu condenar, a raiz do sequestro do ex-primeiro-ministro Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, a forma como Moro foi abandonado por seus “amigos”, qualificando-o como outro rosto do terrorismo, este imperativo categórico e irrefutável: entre o indivíduo e o Estado, escolhe-se sempre o indivíduo. Entre o sofrimento de um homem e a agitação da sociedade em geral, o que está só deve prevalecer.

Um homem pode não valer nada, mas nada – principalmente o orgulho arrogante de sua nação – vale o sacrifício de um homem. E então, contra um pseudo “sentido do trágico” que serve como um álibi para tantos casos de covardia. E contra os dialéticos da quinquilharia que repetem ad infinitum os efeitos perversos possíveis que uma ação (digamos, o possível resgate de um Daniel Pearl) pode provocar num futuro distante, quando estamos enfrentando uma situação da qual nada sabemos, é necessário retornar a este princípio de incerteza que está no coração da própria sabedoria judaica, admiravelmente resumido em Eclesiastes: não te inquietes pelo que está além de suas obras; em sua ignorância do domínio dos finais, dos propósitos e de seus enganos, simplesmente salvem Gilad Shalit.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O vídeo de Gilad Shalit

Este é o primeiro vídeo de Gilad Shalit após sua raptura. Ele foi gravado em setembro de 2009, três anos após o sequestro. As autoridades israelenses só tiveram posse desta filmagem em outubro, mediante a libertação de 20 prisioneiras palestinas. A família de Gilad liberou a divulgação do vídeo para que esta fosse feita por Israel e não pelo Hamas.

Fonte: Haaretz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caso Gilad Shalit: Um breve histórico (Parte 2)

Datas e notícias importantes:

03/07/2006 Prazo perto do fim
 “A posição do governo israelense é de não se render a chantagens”, afirmou o comandante do exército.

04/07/2006 Acabou o diálogo
Os terroristas anunciaram que não vão mais negociar a libertação do soldado de Israel seqüestrado na semana passada. Ontem, terminou o prazo dado por grupos radicais para o governo israelense libertar prisioneiros palestinos. Israel não aceitou a proposta. De um lado, um Exército em posição, preparado para atacar; do outro lado, militantes palestinos prontos para resistir até a morte; no meio das duas trincheiras, está o soldado Gilad Shalit. Disposto a resgatar o soldado seqüestrado há nove dias, o Exército israelense invadiu a Faixa de Gaza. Os terroristas que seqüestraram Gilad Shalit pretendiam trocá-lo pela libertação de 1,5 mil palestinos presos em Israel. O governo israelense respondeu que não aceitaria chantagem. A família Shalit reza para que Gilad não seja mais uma vítima da intolerância.

05/10/06  Israel afrouxa o cerco
Israel reabriu temporariamente os principais acessos à Faixa de Gaza, praticamente fechados desde junho. Permitiu inclusive a entrada de um comboio da ONU, com 760 toneladas de donativos para o povo palestino que há 10 meses não recebe mais ajuda internacional - desde que o Hamas assumiu o poder e manteve sua política de não reconhecer o direito de Israel existir. 

27/11/06 Oriente Médio: surge uma possibilidade de paz
O caminho seria uma troca de prisioneiros. A proposta foi feita hoje pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, num discurso no memorial a David Ben-Gurion, o fundador do estado de Israel: a libertação de palestinos presos em cadeias israelenses pela liberdade do soldado Gilad Shalit, seqüestrado por grupos radicais da Faixa de Gaza há cinco meses. “Se o governo palestino renunciar à violência e reconhecer o estado de Israel, poderemos trocar os campos de batalha pela mesa de negociações”, propôs Ehud Olmert. “Se ele quer paz, precisa trocar o discurso por atitudes”, respondeu o representante do Hamas.

11/03/2007 Não pode haver governo palestino antes da libertação de Shalit, diz Olmert
      
14/06/2007 Uma divulgação
A Rádio do Exército de Israel, publicou um relatório que dizia que o Exército havia recebido uma advertência específica em 24 de junho de 2006, um dia antes Shalit foi capturado, sobre um seqüestro que estava sendo planejado.

25/06/2007 Ao se completar um ano do seqüestro do soldado israelense Gilad Shalit, foi divulgada uma gravação que seria a voz dele
Na mensagem, Shalit diz que sua saúde tem piorado e precisa de cuidados. E acusa o governo israelense de não dar atenção ao caso dele.
A mensagem do soldado franco-israelense Gilad Shalit foi divulgada pela internet nesta segunda-feira, 25 de junho, data de aniversário de um ano do seqüestro do militar pelo Hamas. No áudio, em hebraico, o refém pede empenho do governo de Ehud Olmert para sua libertação e garante que seu estado de saúde está se deteriorando. Mas o porta-voz do primeiro-ministro de Israel descartou qualquer compromisso com o grupo radical palestino. “O Hamas não pode impor a ordem do dia“, afirmou Miri Eisin, pouco antes da abertura da cúpula israel-árabe de Sharm el-Sheik. Um pouco antes, o vice-primeiro-ministro israelense, Eli Yishaï, tinha se antecipado e pedido negociações diretas com o grupo islâmico para libertar o militar.
Esta gravação de Gilad Shalit é o segundo sinal de vida do soldado, desde a sua captura. Há nove meses, ele tinha enviado uma carta ao pai, provocando grande emoção em Israel.

09/06/2008 Família de Gilad Shalit recebe carta do soldado israelense
A família do soldado israelense Gilad Shalit, em poder da milícia islâmica Hamas há dois anos, recebeu hoje uma carta na qual o jovem "implora" que o libertem, informou seu pai, Noam.
"Há muitos indícios que apontam que a carta é autêntica. Traz uma mensagem de Gilad na qual nos roga, nos implora que façamos tudo o que pudermos para que o deixem em liberdade", disse Noam Shalit à imprensa local.
A família acredita que a carta foi escrita recentemente pelo jovem cabo.
As milícias palestinas pretendem trocar o soldado por mil presos palestinos, enquanto Olmert quer incluir sua libertação no marco de um acordo de cessar-fogo temporário em Gaza, o qual atualmente negocia com as milícias palestinas com mediação egípcia.

23/06/2008 É revelado pela família Shalit, livro escrito por Gilad aos 11 anos de idade, cuja história se assemelha muito com a sua
Abaixo, emocionante vídeo do YouTube, no qual crianças de onze anos, lêem a história infantil escrita pelo sargento seqüestrado, que nos faz lembrar sua história atual.

22/07/2008 Militares de Israel protestam pela libertação de soldado capturado
A pressão em Israel pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por militantes palestinos da Faixa de Gaza há dois anos, cresceu depois que o governo de Israel concluiu a troca de prisioneiros com o Hezbollah, na semana passada.
A familia de Shalit e seus colegas iniciaram uma campanha pública para exercer pressão sobre o governo.
O ministro da Defesa, Ehud Barak, exigiu que seja mantido sigilo acerca da situação das negociações pela libertação do soldado.
De acordo com a imprensa local, o Hamas exige a libertação de centenas de prisioneiros palestinos em troca do soldado, inclusive do lider do Fatah, Marwan Barguti, acusado de assassinato de israelenses e condenado à prisão perpétua.
O Hamas também exige a libertação de todas as mulheres e de todos os menores de idade palestinos detidos nas prisões israelenses.
O governo de Israel mantém a posição de "não libertar prisioneiros com as mãos manchadas de sangue".

17/02/2009 Livni fala em ''abrir mão de metade de Israel'' pela paz
Líder do partido mais votado na eleição da última semana, o centrista Kadima, a chanceler Tzipi Livni afirmou ontem ser "necessário abrir mão de metade da Terra de Israel", utilizando um termo bíblico que designa o atual território israelense, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Com a declaração, feita durante um encontro com cem líderes da comunidade judaica dos EUA, Livni reforçou suas diferenças com seu principal rival, o líder do partido direitista Likud, Binyamin Netanyahu.
Autoridades de Israel afirmaram que um acordo com o Hamas sobre a libertação do cabo Gilad Shalit, sequestrado pelo grupo palestino em 2006, pode ser firmado até amanhã. A negociação levaria também ao reforço da trégua em Gaza.

18/03/2009 Olmert suspende negociação sobre Shalit
O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou ontem que as exigências do grupo palestino Hamas para libertar o soldado Gilad Shalit são inaceitáveis e suspendeu a negociação para a troca de presos. "Não poupamos esforços, mas o Hamas é um grupo assassino e sem escrúpulos", disse. Shalit é mantido refém em Gaza desde junho de 2006.

20/03/2009 1000 dias
Ao completar 1000 dias do sequestro de seu filho, Noam Shalit, realiza grande protesto na frente da casa do primeiro ministro de Israel, sob o slogan “Gilad ainda vive!”.

26/06/2009 Gilad Shalit completa exatos três anos em poder de milícia palestina
Há exatos três anos, membros dos grupos Hamas e Jihad Islâmica cruzaram a fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel para montar uma emboscada. O alvo: um posto de comando do Exército israelense em Kerem Shalom. Dois israelenses e dois palestinos foram mortos na ofensiva, mas militantes conseguiram levar o cabo de 19 anos Gilad Shalit após disparar contra o tanque no qual o militar estava. Com o fracasso das negociações, Shalit completa três anos de cativeiro, provavelmente em Gaza. 

26/06/2009 Hamas deve libertar soldado de Israel, diz jornal Haaretz
Preso há três anos, cabo deverá ser enviado ao Egito como etapa de um acordo entre facções rivais. O envio de Shalit ao Egito seria a primeira etapa de um acordo entre facções rivais palestinas mediado pelo governo egípcio. Estados Unidos e Síria estariam também colaborando com o arranjo diplomático. O soldado israelense seria usado como um "depósito caução" para assegurar a totalidade da troca de prisioneiros entre Hamas e Fatah, disseram os diplomatas. Autoridades israelenses não comentaram as informações.
O acordo preveria a troca de militantes e a abertura das fronteiras entre Israel e a Faixa de Gaza, totalmente bloqueadas desde julho de 2007. Não está claro se palestinos que estão em prisões israelenses também serão libertados como parte do acordo. Na quinta-feira ocorreram em Israel várias cerimônias em homenagem ao terceiro aniversário da captura de Shalit, quando ele tinha 19 anos. O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert tentou negociar a libertação de Shalit nos últimos meses de seu governo. Em troca do soldado, o Hamas exigia a libertação de 1.400 de seus membros presos em Israel - condição rejeitada pelo gabinete de segurança de Olmert.

01/07/2009 A BBC noticiou que Shalit foi tratado por um médico palestino
Gilad foi remetido a um exame médico pois estava com uma mão quebrada e um leve ferimento no ombro. Autoridades de Israel ameaçaram que o céu "vai cair" caso Shalit seja morto.
No mesmo dia, os sequestradores de Shalit emitiram outra exigência para os israelenses, pedindo-lhes para libertar 1.000 prisioneiros palestinos (além de todas as mulheres e os prisioneiros jovens como anteriormente exigido) e o fim das incursões de Israel na Faixa de Gaza.

05/07/2009 Canção para Gilad
Artistas famosos israelenses se reúnem para cantar pelo liberamento de Gilad Shalit e criam a canção entitulada de “Gilad”.

01/10/2009 Israel soltará 20 palestinas em troca de vídeo de militar
Em um inesperado acordo, o Hamas revelou que entregará na sexta-feira a Israel um vídeo com imagens de um soldado capturado em troca da libertação de 20 mulheres palestinas que se encontram em prisões israelenses. Se confirmado, o pacto será o primeiro sinal de diálogo entre os rivais desde a guerra na Faixa de Gaza, em janeiro, e a maior troca de prisioneiros em três anos.

02/10/2009 Israel recebe primeiras imagens de Gilad Shalit em três anos
O governo de Israel anunciou nesta sexta-feira que recebeu as primeiras imagens em três anos que comprovariam que o soldado Gilad Shalit, capturado em 2006 pelo Hamas, está vivo.

18/11/2009 Soldado capturado por milícias de Gaza pode ser solto
Fontes dizem que negociações para libertar Gilad Shalit, capturado em 2006, estão avançadas
Gilad Shalit capturado em junho de 2006 por três milícias palestinas na faixa de Gaza, entre elas o braço armado Hamas, pode ser libertado a qualquer momento, disse a edição desta quarta-feira, 18, do jornal digital Haaretz.
O diário cita fontes próximas a familiares de prisioneiros árabes com cidadania israelense que afirmam ter recebido indícios e avanços nas negociações para chegar em um acordo que resulte na libertação do soldado de Israel.
O Egito tem exercido o papel de mediador nas negociações de troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas. Porém, nenhum acordo rendeu resultados práticos, e Noam Shalit, pai do soldado israelense preso, declarou que "nada está acabado antes que esteja acabado".

23/12/2009 Israel faz exigência no caso Shalit
Governo quer que palestinos presos por atentados vão para o exílio
O grupo radical Hamas receberá hoje a proposta oficial de Israel sobre a libertação de cerca de mil palestinos detidos em prisões israelenses em troca do soldado Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 perto da Faixa de Gaza por um comando palestino.
O mediador alemão Ernest Arlau adiou a visita que faria ontem à Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde junho de 2007, a pedido do governo de Israel, que queria fazer alguns ajustes finais em sua proposta. Fontes do Hamas disseram que o enviado lhes explicou por telefone as linhas gerais da proposta israelense, mas não teve acesso à oferta final.
O ministro israelense de Defesa, Ehud Barak, disse ontem que Israel quer ver Shalit livre, mas não está disposto a obter a libertação dele a "qualquer preço". Barak é um dos ministros do "gabinete de segurança" israelense que se opõe à libertação dos presos palestinos. Ainda ontem, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu encontrou-se com parentes de vítimas de ataques palestinos que se opõem à troca, alegando que os palestinos condenados por assassinatos podem cometer novos atentados depois de soltos. Netanyahu disse que estava considerando as advertências. "Vejo dois princípios vitais: a vontade de libertar prisioneiros e a vontade de proteger os israelenses de futuros ataques."
Sob a proposta, seriam libertados cerca de mil dos 11 mil palestinos detidos em prisões israelenses. Uma fonte ligada às negociações disse que Israel quer impedir que palestinos condenados por matar israelenses voltem à Cisjordânia, onde há dezenas de assentamentos judaicos. Israel quer que eles sejam enviados para a Faixa de Gaza, que está bloqueada desde 2007, ou a países estrangeiros.
O Hamas aceita que alguns palestinos soltos sejam enviados para o exílio, mas quer ter o poder de escolher os destinos deles, disse a fonte. Não estava claro se Israel retirou sua oposição à libertação de 20 importantes militantes exigida pelo Hamas. Israel diz que eles são responsáveis por dezenas de mortes. 

02/02/2010 Negociações para libertar o soldado Gilad Shalit foram interrompidas
Palestinos afirmam ainda ter interesse em acordo.

19/03/2010 Dançando por Gilad Shalit
Grupo de estudantes se reúne na praia de Tel Aviv para protestar pelo sargento, em torno de 230 jovens, coreografaram por Gilad.

25/04/2010 Hamas faz desenho animado sobre soldado israelense capturado em 2006
O Hamas enviou um alerta a Israel em forma de um desenho animado sobre o soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado em junho de 2006 e que se transformou no centro das negociações entre o grupo palestino islâmico e os israelenses.
O desenho foi publicado no site do braço armado do Hamas, que exige a libertação de centenas de presos palestinos em troca do agora sargento Shalit.
O desenho mostra o pai de Shalit, Noam, caminhando por ruas vazias de Israel, carregando uma foto do militar. O pai caminha sob outdoors com políticos israelenses prometendo libertar seu filho. No final, o pai grita ao receber um caixão. Então ele acorda.
O texto do desenho diz, em árabe e hebraico, "Ainda há esperança".
Com a mediação de Egito e Alemanha, o acordo avançou. O Hamas chegou a divulgar recentemente o primeiro vídeo de Shalit no cativeiro. No passado, diálogos tinham rendido apenas o envio de algumas cartas e um áudio.
Recentemente, a imprensa divulgava como iminente sua libertação. Médicos estrangeiros chegaram a realizar exame médico em Shalit, mantido em local secreto. Semanas depois, contudo, o assunto saiu da mídia e um acordo parece novamente distante.
Segundo a imprensa, Israel está preparado para libertar cerca de 450 prisioneiros em troca de Shalit e não incluirá no acordo vários palestinos proeminentes cuja soltura é exigida pelo Hamas. Israel exige ainda que dezenas e prisioneiros palestinos condenados por ataques letais sejam deportados depois de libertados.
Hamas aceitou que alguns dos prisioneiros libertados sejam exilados, mas quer escolher seus destinos, disseram autoridades familiares com as negociações.

27/04/2010 Passeatas a favor de Gilad Shalit
Milhares de pessoas em todo Israel foram convocadas a vestir blusas brancas em favor da libertação do soldado em cativeiro, Gilad Shalit. O objetivo do marco neste dia é trazer novamente o caso do soldado aos meios de comunicação, com o intento fazer pressão publica para que os líderes do governo de Israel retomem as negociações para sua libertação ou determinem uma operação militar no intento de sua libertação.
Mesmo do lado palestino cresce a insatisfação com o ato do sequestro e de manter o soldado em cativeiro em troca de prisioneiros, visto que durante este mais de 4 anos a população palestina na Faixa de Gaza se encontra em um cerco e embargo por parte de Israel, ambos se iniciaram por causa do sequestro.
Abu Mazen(Machmoud Abbas) ontem fez um apelo ao Hamas para que este passasse as mãos do Fatah o soldado israelense e que voltasse a negociar com o governo palestino na Judéia e Samaria a respeito de sua participação conjunta nos governos na região e em Gaza, evitando a hostilidade entre os dois partidos e organizações terroristas.

21/05/2010 Usando Gilad Shalit
Um jornal do movimento muçulmano Hamas publicou uma entrevista falsa com o soldado israelense Gilad Shalit. O artigo do editor chefe do jornal Falasteen, Mustafa Sawwaf, consiste em uma detalhada e meticulosa entrevista na qual, ele chega a confessar seu "nervosismo", porque seu entrevistado não fala árabe. Somente no final da “suposta entrevista" é que fica claro ao leitor que tudo não passa de um sonho  que o editor do jornal, teve na noite anterior.
O Hamas, que tenta trocar o militar por mais de mil palestinos detidos em prisões israelenses, não permite que nenhuma organização internacional ou humanitária o visite. Mês passado, em um vídeo divulgado pela internet, o Hamas sugere que caso a troca não se concretize o pai de Shalit, Noam, receberá seu filho dentro de dezenas anos em um caixão.
O escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou o vídeo uma "obscenidade", parte de uma guerra psicológica contra Israel com a qual evitava responder às propostas de troca enviadas pelo Estado judeu.

Caso Gilad Shalit: Um breve histórico (Parte 1)

Gilad e seu pai Noam



Gilad Shalit, nascido em 28 de agosto de 1986, é um soldado israelense que foi seqüestrado em 25 de Junho de 2006 por militantes palestinos em uma incursão além das fronteiras de Gaza. Ele foi raptado através da passagem de Kerem Shalom (em Israel) e foi mantido refém na Faixa de Gaza pelo Hamas desde então.
Shalit, um soldado da cavalaria blindada do IDF, detinha a patente de cabo no momento do incidente, mas desde então foi promovido a sargento.
Ele se tornou o primeiro soldado israelense capturado por militantes palestinos desde Nachshon Wachsman em 1994. Shalit tem cidadania francesa, um fato que encorajou a França e a União Européia a participar com esforços para libertá-lo. Recentemente, ele recebeu também cidadania italiana.
Acredita-se que Gilad Shalit ainda estaria vivo em cativeiro. As autoridades do Hamas se recusaram a permitir visitas da Cruz Vermelha para verificar. Diversas organizações de direitos humanos afirmaram que os termos e as condições de detenção de Shalit são contrárias ao direito internacional humanitário. Em troca de sua libertação, o Hamas exige(dezembro 2009) a libertação de 1.000 prisioneiros palestinos detidos em Israel, incluindo muitos condenados por ataques mortais contra os israelenses.

Vida pessoal

Shalit nasceu em 28 de agosto de 1986 em Nahariya, Israel, e cresceu partir da idade de dois em Mitzpe Hila na Galiléia ocidental. Graduou-se com distinção na Kabri Manor High School. Shalit começou o serviço militar nas Forças de Defesa de Israel em julho de 2005, e "apesar de uma baixa por perfil de saúde, ele preferiu servir em uma unidade de combate, após ver seu irmão Yoel, mais velho, indo para o Corpo de Blindados.

Captura

Na manhã de domingo, 25 de junho, 2006, Shalit foi capturado por palestinos
partidários do Hamas, que de surpresa, atacaram um posto do exército israelense do lado israelense da fronteira sul da Faixa de Gaza depois de atravessar um túnel de alguns metros que foi escavado com esta intenção, perto da passagem de fronteira Kerem Shalom.
Durante o ataque da manhã, dois guerrilheiros palestinos e dois soldados das FDI foram mortos e outros três feridos, além de Shalit, que, supostamente, teve a mão esquerda quebrada e um ombro ferido após seu tanque ter sido atingido por um míssil.
Os seqüestradores de Shalit divulgaram um comunicado na segunda-feira, junho 26, 2006, oferecendo informações sobre Shalit e se Israel concordaria em libertar todas as prisioneiras palestinas e todos os prisioneiros palestinos abaixo da idade de 18 anos. A declaração veio do Izz ad-Din al-Qassam, um popular comitê de resistência (que inclui membros da Fatah, da Jihad Islâmica, e Hamas), e um grupo até então desconhecido autodenominado Exército dos Islam.
Em 14 de junho de 2007 a rádio do Exército de Israel, publicou um relatório que dizia que o Exército havia recebido uma advertência específica em 24 de junho de 2006, um dia antes Shalit foi capturado, sobre um seqüestro que estava sendo planejado. Segundo o relatório, Forças de Defesa de Israel entraram na Faixa de Gaza em 24 de junho de 2006 e capturaram dois irmãos descritos como membros do Hamas.
O relatório afirma que os irmãos foram transferidos para Israel para interrogatórios e que as informações extraídas serviram de base para o aviso específico que os militantes que tentavam entrar em Israel através de túneis para capturar soldados posicionados perto de Gaza.
Shalit se tornou o primeiro soldado israelense capturado por forças palestinas desde Nachshon Wachsman em 1994. O seu rapto e os seguintes bombardeios na fronteira pelo Hezbollah, resultaram no seqüestro de Ehud Goldwasser e Eldad Regev, no Líbano, que ocorreu antes dos conflitos em Gaza e Líbano durante o verão de 2006.
O alto comandante do Hamas comandante, Abu Jibril Shimali, a quem Israel considera responsável por coordenar a captura, foi morto durante os violentos confrontos entre o Hamas e o afiliado do Al-Qaeda, Jund Ansar Alla em agosto de 2009.
TENTATIVA DE RESGATE
As forças israelenses entraram em Khan Yunis 28 de junho de 2006 para procurar Shalit.
No mesmo dia, quatro Aviões da Força Aérea israelense sobrevoaram a casa do presidente sírio, Bashar Assad palácio de Latakia, como declarou um porta-voz da FDI. Israel vê a liderança síria como patrocinadora do Hamas.
O grupo de direitos humanos israelense B'Tselem criticou os ataques de Israel em uma usina civil durante a 28 de junho como desnecessário e um crime de guerra. A operação não teve êxito em encontrar Shalit. 277 palestinos e 5 soldados israelenses foram mortos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Campanha Humanitária: Quanto Vale Uma Vida? Abra os olhos para Gilad Shalit

Esta é uma campanha que visa divulgar o caso de Gilad Shalit, um cidadão israelense que está há mais de quatro anos em cativeiro, nas mãos do grupo terrorista Hamas. Sua localização é incerta, e os sequestradores não permitem que a Cruz Vermelha averigue a situação de Gilad. Queremos trazer questões instigantes e pertinentes a este caso, bem como notícias relativas ao tema.